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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

458 anos - "Vou à Luta Sem Pedir Licença... Tupy or not Tupy? Sampa é a Resposta"

Hoje 25 de janeiro de 2012, aniversário de 458 anos de São Paulo resolvi deixar uma letra de um samba do Águia de Ouro (2002) que intitula o texto onde "Sampa" é a resposta!
Este samba é do Pelézinho, Quinzinho, Willian e Leandro Lehart ("pagodeiro, mestiço brasileiro" que cantava no Art Popular) e fica como homenagem neste dia... de aniversário e de ensaio no anhembi!!



Quero ouvir toda galera... cantar
Com a nossa bateria... vibrar
Minha águia da pompéia festeja
E lá no céu uma estrela vai brilhar
Sob a luz do criador
Vi um futuro promissor
Pra esta cidade, que eu mario de andrade, me apaixonei
Chegaram, bandeirantes de aço
Imigrantes em teus braços
Acelerando a industrialização
"lembra da revolução?"
Pela constituição, calou-se um ditador... ôôôô
A democracia é a nossa diferença
Vamos a luta, vamos sem pedir licença
És grande pela própria natureza
Pólo cultural deste país
És o eldorado brasileiro
Terra do trabalho e do dinheiro
A tua moda traz fascinações
Em devaneios e ilusões
Festeira, tua noite é pioneira
Da tropicália a bossa nova e o rock nacional
Tem gente boa, olha a cinderela negra
Na terra da garoa
Vem anhembi, bate na palma da mão
Sou suburbano, paulistano, sou da gema
E neste samba vou mandando o meu poema

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

“Eu organizo o movimento. Eu oriento o carnaval”


Águia de Ouro
O título desse texto é uma frase de Caetano Veloso que, como uma premonição, em 2012 orientará o carnaval do Águia de Ouro. A escola trará a Tropicalia, um pouco dessa história e de lembranças desse movimento que sacudiu a musica e a cultura brasileira entre 1967 e 1968. E agora espera sacudir o anhembi.
Inovação é uma palavra que abraça escola e movimento, o que a agremiação sempre tenta trazer para a avenida 
o tropicalismo possibilita com um sincretismo entre vários estilos musicais como, rock, samba entre outros.  
A Tropicalia e o Carnaval estão lado a lado, temas do cotidiano de formas inovadoras e criativas são trazidas para avenida, elaboradas de algumas vezes com tons poéticos e até de criticas sociais.
Nesse ponto preciso abrir um parênteses para falar de Joãozinho Trinta que nos deixou. Nos deixou aulas e aulas de como se fazer Carnaval, sempre polemico, surpreendente, revolucionário. (divagando seu trabalho iniciou nos anos 70.. será que o Tropicalismo teve alguma relação?)
A Tropicália tem como marcos: na musica 
o III Festival de Música Popular da TV Record de 1967 (Caetano e Gil). No teatro, as experiências do Grupo Oficina, ou seja, as montagens d' O Rei da Vela e de Roda Viva. No cinema, acompanhando a radicalização das teses do Cinema Novo, em torno do lançamento de Terra em Transe, de Glauber Rocha. Fatos que são trazidos pelo samba-enredo do Águia de Ouro.

E com este samba, virão para avenida personalidades que fizeram ou se identificam de alguma forma com esta parte da história.  O Águia deve contar (pois depende da agenda dos artistas) com a participação de Caetano Gil,  Ângela Maria, Cauby Peixoto, Maria Gadu, Rita Cadillac, Vanusa, Vanderléia, Toni Tornando, Zezé Mota, Fernando Pires, Zé Celso, Ney Matogrosso, Pepeu Gomes e do cineasta Fernando Meirelles
Só para se ter uma idéia em uma busca simples na internet de TROPICÁLIA a resposta é de 2.040.000 resultados (0,17 segundos), mas não são só numeros, são idéias e ideais que surgem no planeta Carnaval.

E no swing da Pompéia eu vou! Na Tropicália da Paz e do amor.

(Esse texto é sobre o Aguia de Ouro pois é a escola que participo e posso falar um pouco mais, mas o espaço continua aberto para outros textos de outras agremiações é só me escrever, conversamos e público o seu texto)

Quer saber mais sobre o Águia de Ouro
Site - www.aguiadeouro.com.br
Fecebook - http://www.facebook.com/aguiadeouro
Twitter - @aguiadeouro

Se quiser saber mais sobre a Tropicália
http://tropicalia.com.br/
ou texto de debate 
Marcos Napolitano UFP Mariana Martins Villaça USP

Tropicalismo: As Relíquias do Brasil em Debate 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

MASP - Formação de Agentes Culturais


Esse texto eu escrevi e tentei falar na formatura da "Capacitação Agentes Culturais no MASP", escrevo tentei, pois mesmo sendo professor, trabalhando com público e até contratado para trabalhar em eventos, fiquei nervoso. Mas ser orador, representar algumas pessoas que tive pouco contato em um curso muito bom, pode ser uma desculpa.
Espero que o texto sirva para quem não fez o curso, mas busca em outros cursos maneiras de melhorar o seu trabalho.


Gostaria de agradecer ao Banco Votorantim e ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o MASP, que através de uma parceria ofereceram o curso de capacitação para agentes culturais.
Aos Professores
Alessandra Ancona de Faria; Fernando Rozzo; Cândido de Lima;Paula Pedroso; Lóris Rampazzo; Maria Helena Pires Martins; e a Barbara Aguiar por ser nosso ponto de referencia dentro da Escola.

Representando os participantes e educadores acredito que todas as propostas relacionadas a educação são validas, uma vez que educar é uma forma de intervir no mundo, portanto propor essa capacitação de agentes culturais pode ser (pois depende de cada um de nós) uma dessas ferramentas da educação.
Cada qual com seu grupo distinto de atuação, temos nossos desafios e dificuldades diarias, mas independente delas as oportunidades devem ser criadas para que a diversidade cultural possa ser praticada, vivenciada, fruída e quem saiba possa transpor níveis de criticidade.
Oportunidades como essa, de aprendizado e de convivência , nos foram proporcionadas durante essa capacitação. Gosto da palavra convivência, pois ela me permite desmembra-la, COM – VIVENCIA, a preposiçao com, que segundo o dicionário nos estabelece a definição variadas relações. Dentro dessas vivências, as aulas Teatro, Cinema e video, Música brasileira, Mediação para públicos específicos, desenho e História da arte que compuseram nosso curso.
Durante esse tempo em que convivemos, cada participante com sua formação e sua área de atuação, trouxe particularidades de cada mundo para dividir e contribuir com o curso e nosso aprendizado.


Assim como escreve Paulo Freire no livro a Pedagogia da Autonomia em referencia ao ensinar, temos que ter a convicção de que a mudança é possível e coloco um fragmento a seguir que acredito ter uma grande relação entre nosso trabalho e aquilo que nos foi proposto.
“Chegando a favelas ou a realidades marcadas pela traição a nosso direito de ser, pretende que sua presença se vá tornando convivência, que seu estar no contexto vá virando estar com ele, é o saber do futuro como problema e não como inexorabilidade. É o saber da história como possibilidade e não como determinação. O mundo não é. O mundo esta sendo. Como subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na objetividade com que dialéticamente me relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de
quem intervém como sujeito de ocorrências. não sou apenas objeto da história mas seu sujeito igualmente. No mundo da História, da cultura, da política, constato não para me adaptar mas para mudar."
Mais uma vez agradeçemos a oportunidade, espero que o trabalho continue, novas propostas apareçam e desejo a todos boa sorte nessa caminhada rumo a mudança.
Obrigado aos meus colegas de curso!

Um agradecimento especial a
Maria Helena Pires Martins, Barbara Aguiar e ao Águia de ouro
Oportunidades, convivência e aprendizado.
Outro texto que escrevi sobre a Escola do MASP

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"NEM quero" ouvir seu nome, só o nome das favelas

Final de semana de feriado, vocês devem ter acompanhado que mais um elemento procurado pela policia foi pego, e que continuamos o nosso desafio de buscar um país melhor. Ainda sonho com o momento em que isso também será feito dentro de mansões fora do morro, em São Paulo, no Rio ou em Brasilia... mas voltando ao que interessa, que é falar de cultura, como diz Samanta dos Santos (no video de camiseta azul), que é interprete (ou puxadora de samba, Jamelão que me perdo) no Águia de Ouro, e postou um samba de Paulo Cesar Pinheiro que tem muito de realidade, pois quem sabe se na favela a vida muda, e a cultura (samba, rap e etc) na qual fazemos parte, possa ser uma ferramenta para a questão da conscientização e da necessidade de superação da ordem social e política.
Vamos compartilhar, vamos divulgar nossa cultura.



letra
O galo já não canta mais no Cantagalo
A água já não corre mais na Cachoeirinha
Menino não pega mais manga na Mangueira
E agora que cidade grande é a Rocinha!
Ninguém faz mais jura de amor no Juramento
Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus
Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres
E a vida é um inferno na Cidade de Deus
Não sou do tempo das armas
Por isso ainda prefiro
Ouvir um verso de samba
Do que escutar som de tiro
Pela poesia dos nomes de favela
A vida por lá já foi mais bela
Já foi bem melhor de se morar
Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda
Ou lá na favela a vida muda
Ou todos os nomes vão mudar

Um obrigado especial a Samanta Renata dos santos que me mostrou esse samba

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Águias do Futuro

Este sábado participei de uma visita ao Museu do Futebol junto há um grupo de 24 crianças do Águia de Ouro.
Quem não leu, por favor leia o texto que descreve o projeto. Para realização desse dia do Aguia de Ouro no museu, participaram as "baianas" que ficaram encarregadas de nosso almoço na Liga, além dos representantes do aguia*, e pessoas ligadas ao projeto responsáveis pela execução do passeio.
Apesar de há alguns anos sair com a ala das crianças essa foi a primeira oportunidade de atuar com eles em um evento. (não coloquei nenhum nome como monitor, recreador, educador, pois meu interesse agora é falar da oportunidade de estar com esse grupo em uma atividade de lazer fora da escola.

Iniciamos o dia com um café da manha na quadra. Após terminar de comer, enquanto aguardávamos o ônibus, falei sobre algumas regras para o passeio e contei algumas histórias relacionadas a futebol. Levei uma caixa, com alguns livros(sempre), sempre é bom incentivar, uma camisa autografada, uma réplica da taça entre outras coisas.



Antes de sair uma foto para “registrar o encontro”(como diria “seu Jorge”), saída para museu.
Durante o primeiro percurso cantamos um pouco o samba de 2011, e outras “musiquinhas”. Na chegada ao museu enquanto aguardávamos os nossos educadores do museu um pouco de quebra-gelo (atividades rápidas e divertidas para descontrair). O grupo foi dividido em dois, passamos ótimos momentos pelo museu... E o dia não acabou por ai, depois as crianças foram conhecer a Liga e comer o maravilhoso arroz, feijão, frango, e salada feito especialmente por nossas baianas. Tudo isso com a presença do ilustríssimo sósia do Rei do futebol no caso Pellè (sósia do rei).

Na volta para a quadra um pouco mais de brincadeira e quando chegamos lá um pouco de batucada com direito a casal mirim de mestre sala e porta bandeira.

Obrigado Fatima, Sol, Simone, Celso, “Baianas” e claro as Águias do Futuro

*Os representantes são: Fátima, Simone e Solange

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Conferencia de Carnaval em SP


Este final de semana aconteceu a 1ª Conferencia do Carnaval da cidade de São Paulo, “Valorizando os Bastidores” no Palácio de Convenções Anhembi, Pólo Cultural Grande Otelo.
O que é uma conferência? E como isso aconteceu no caso do Carnaval em SP?
Uma conferencia tem o objetivo de verificar como esta o desenvolvimento da política em âmbito local (estadual ou nacional), no caso, como se organiza e se estrutura o carnaval de São Paulo.
Existe uma periodicidade na qual são realizadas essas conferencias, ainda não conheço a data para a próxima, mas existe o interesse de realizar outro encontro antes do final deste ano. (informação dada pelos organizadores durante o evento). Normalmente uma conferência tem uma distância maior entre uma realização e outra (2,3 ou 4 anos), mas podemos considerar um próximo encontro como uma extensão deste primeiro.
Essas novas conferencias podem avaliar o seu desenvolvimento e estabelecer novas metas, respeitando e somando as deliberações anteriores. Entenda deliberação como resolução tomada depois de discussão ou uma resolução tomada depois de reflexão.
Este é um ponto importantíssimo, a reflexão do evento, abrir a possibilidade das agremiações e órgãos públicos dialogarem, com este contato, apresentar possibilidades que possam ser viáveis e melhorar a estrutura de um dos maiores eventos da cidade.
Toda reflexão é valida, por isso o blog faz menção ao evento, traz consigo uma explicação do que é uma conferência e lembra que mais do que apropriar-se de um nome (discurso de autoridade; Já comentei sobre isso em outro texto http://tiny.cc/0myls) o encontro foi reconhecido como tal, e agora faz parte da construção do Carnaval de São Paulo.

A minha participação foi realizada pelo G.R.E.S. Aguia de Ouro e o evento foi organizado pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, e tinha como objetivo abordar temas da grande festa paulistana, entre eles: planejamento, estruturação e desenvolvimento do Carnaval. Os interessados em conhecer a programação do evento acessem o link (Fotos do Evento).