As eleições estão aí, cada um de nós cumprirá este ato cívico, primeiro ponto gostaria que este ato fosse voluntário e não obrigatório.
Venho há algum tempo pensando sobre escrever ou não sobre eleições, política ou apenas criar uma relação mais leve com alguma data relevante em outubro.
Os assuntos diretamente relacionados ou periféricos são diversos: como cada candidato se apresenta, suas campanhas (quando existem), “quebra de sigilo”, “troca de influencias”, nepotismo, propina e eles podem vir sozinhos ou combinados dentro de um mesmo momento.
Algumas figuras que estão a disposição para serem eleitas, me fizeram pensar muito sobre qual atitude tomar no blog e no domingo de eleição. Mas entre pensamentos me veio a cabeça uma uma musica que pode trazer algumas idéias a serem refletidas.
A musica foi “Contrastes” cantada por Luiz Melodia:
Existe muita tristeza
Na rua da alegria
Existe muita desordem
Na rua da harmonia
Analisando essa historia
Cada vez mais me embaraço
Quanto mais longe do circo
Mais eu encontro um palhaço
Cada vez mais me embaraço
Analisando essa historia
Existe muito fracasso
Dentro do largo da glória
Analisando essa historia
Cada vez mais me embaraço
Quanto mais longe do circo (Meu Deus!) mais eu encontro um palhaço.
Qualquer semelhança é mera coincidencia, acredito na politica como um meio de transformar a sociedade, iniciando pela educação do cidadão como um todo inclusive para entender o que é a politica e como fazer participar mesmo que em seus “microcosmo social” (entenda como nossa casa, rua, cndominio, bairro, associação).
Mv Bill fala sobre este assunto, dizendo que o rapper é uma referencia comunitaria e de atuação politica, e que reconhece nela um “caminho democrático que pode nos levar a outros lugares.” Lugares em que se encontre uma geração de “novos políticos” ou melhor uma geração de cidadãos mais participativos e reflexivos que possam garantir representantes no governo e não apenas nomeá-los para o exercicio do poder.
Que busquem uma legitimidade, sem querer construir um pais ideal, apenas nos afastar da chamada, "legitimidade tradicional" (Max Weber)*.
Parecem nomes disconhecidos, mas estão presentes em nosso dia-a-dia. Legitimidade tradicional consiste em uma crença compartilhada de que o poder deve ser exercido da mesma forma e pelos atores que historicamente sempre o fizeram. Repetir o mandante no poder ou alguém indicado por ele... só para refrescar a memória:
FHC se reelegeu, Lula também, e "se o Pita não for um bom prefeito..." ta bom!!
O tradicionalismo esta incrustado, ele é mais eficaz quanto menos as pessoas se dao conta, pois elas conservam o que ja está, sem pensar no porque?
Legitimo é demonstrar conhecimento e atitudes e através destas ser reconhecido como tal através de uma manifestação social como o voto.
“Contrastes” cantada por Luiz Melodia
*pensamentos que seguem estão baseado em uma video aula do Prof. Clovis de Barros Filho – Se interessar veja a aula tem muito mais que se relaciona com o texto acima, como por exemplo a cultura politica (de participação, submissão e paroquial).
Site MVBill
http://www.noticiario-periferico.com/2009/06/mv-bill-cogita-ideia-de-ser-candidato.html