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sábado, 15 de julho de 2017

Eu, Alice, amigos e a internet...



Vou tentar explicar um pouco melhor esse título e o causo de hoje...

Essa história começa com um encontro casual, surge uma amizade e longas conversas…

Como na história de Alice mergulhamos ou melhor, caímos em meio a mundo de novo…

Entre conversas, histórias, surgiram os textos do “Chiquinho” para ler e conhecer mais sobre esse novo amigo... Esses contos chegaram pela rede (e-mail) e seguiram para outras pessoas (cunhada, amigos)... O texto e a amizade se espalharam quase como algo viral, o que era possibilidade, virou realidade…

Essa realidade me fez lembrar* que a mesma Alice em um momento do conto de Lewis Carroll  que encontra o gato pergunta:
Alice - Voce Pode me ajudar? Para onde vai essa estrada?
Gato - para onde voce quetr ir?
Anao sei estou perdida
Gato - Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve...

E isso tenho certeza que não é o caso, sabemos muito bem onde queriamos chegar e que caminho nós escolhemos

E agora aqui estou vendo o ensaio da peça (texto escrito durante a tarde de sexta feira)

Alice no país da internet

As palavras, se tornaram imagens e diálogos.

Uma sensação diferente, um orgulho do trabalho do amigo e confesso uma pequena ansiedade…


Parabéns Chiquinho!!!

Obrigado Ju (cunhada), as "coisas do destino", cada um fez a sua parte...

Que tudo oconteça da melhor maneira possivel... boa apresentação de estréia a todos..

E que ninguém perca a cabeça e apenas os corações "malucos" continuem pelo mundo...

E para você que está lendo, fica o convite para ver a peça …

É um convite de amigo é não porque o Chiquinho é meu amigo…

Por enquanto a peça está no VIVO RIO (Rio de Janeiro) logo mais ela seguirá pela rede.



*lembrança de um comentário em uma palestra Mario Sergio Cortella

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Momentos que podem se tornar inesquecíveis!

Quero tentar algo novo aqui no blog, que é ter a colaboração das pessoas para escrever o texto. (ok, mas cade a novidade?) A novidade é: vou iniciar o texto e deixar que as pessoas componham a sequencia...
Atuo com eventos desde 1998, com viagens desde 2000 e algumas pessoas acabam me perguntando: Se ainda tem alguma coisa nova? o que me faz continuar viajando? etc...
Ontem eu li em um mural na rede social (Cesar Rodrigues) uma frase assim:
“Todas as viagens são lindas, mesmo as que fizerem nas ruas do seu bairro. O encanto dependerá do teu estado de alma” e me fez lembrar de uma frase de Schoppenhauer que publiquei no texto que falei de Porto Seguro que diz
“A novidade das coisas e dos acontecimentos faz com que tudo se grave em nossas consciência”
E acredito muito nisso! Em momentos que podem se tornar inesquecíveis!!!
Você que já participou de um momento desses em uma viagem ou em alguma rua do seu bairro?
Compartilhe aqui...
Abraços a todos!
@rafavac

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Clube da Quarta

Há algum tempo escrevi um texto falando sobre montar uma barraca para brincar com a “molecada”, do quanto é divertido e significativo. Citei até um filme (as idéias que os filmes infantis podem trazer para os pais) e a criação da identificação desse espaço, um “clubinho”.



Na recreação, tem uma atividade que se chama clubinho, que se traduz em organizar um grupo para conviver e brincar, a essa altura enquanto você lê já pode ter lembrado de expressões como: “Clube da Luluzinha” (para meninas) e “Clube do Bolinha” (meninos).



Mas esse tipo de coisa não acontece só com crianças, independente da idade as pessoas gostam de se reunir, cada um escolhe um motivo (ou desculpa) para poder estar com o outro conversar, jogar (brincar), se divertir.
Agora imaginem homens reunidos toda quarta feira, para ver futebol, comer e jogar truco. OBS: Isto não é um texto “para homens”, até porque a casa esta aberta para visitas (até onde sei) e participações femininas (mas entendo que algumas tenham suas razões para evitar).



Esse grupo é identificado pelo emblema acima, e formado por amigos de infância com participações especiais, sempre há espaço para novos amigos, ou seriam sócios do “clube de quarta”.



Aos amigos teóricos, seria uma tradução dos chamados interesses do lazer? Pois o clube a cada quarta feira disponibiliza um “menu” diferente, organizado por um de seus sócios e, preciso dizer, estamos nos alimentando muito bem. E claro não poderia faltar um jogo (além do futebol na TV), é realizado um torneio de truco, com direito a sorteio de duplas, pontuação de acordo com a quantidade de participantes, tudo isso devidamente anotado e depois entregue para divulgação por internet. O truco é um jogo "tradicional", mas nós adotamos as tecnologias disponíveis para manter o contato.



Por falar nisso, o truco segundo Alceu Araujo (2007) é um jogo de baralho praticado em Portugal e largamente conhecido no Brasil, também conhecido como “truque”, douradão, douradinha, deizão. (As regras variam de acordo com a região). O palavreado e os gestos é que se repetem desde desbravadores do sertão (de SP), para quem conhece e pratica o jogo presta atenção em uma passagem citada no mesmo livro(p.119)



“uma punhada seca na mesa” TRUCO MESMO
A resposta: “Toma seis, papudo, reboque de igreja velha”
Vizinhos ou aqueles que passarem pelo clube devem escutar algo semelhante de quarta. Espero que você tenha se lembrado do seu grupo de amigos que ainda encontra, ou que por alguma situação momentânea não tem encontrado, mas viveu momentos de divertimento. Mesmo sem ser um desbravador do sertão nosso jogo continua trazendo um momento de descanso, desenvolvimento e diversão (olha a teoria ai de novo!).

Esta é uma homenagem ao encontro de amigos, a tradição cultural que permanece, um abraço a todos e MUITO OBRIGADO!


Graveto (apelido de infância... porque será??? hahaha)


ARAUJO A. M. 2007 Cultura Popular Brasileira – Editora Martins Fontes (coleção Raízes), 2 edição – São Paulo.