sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Estudos Acadêmicos e Trabalho Infantil - Hangout Carla Letuza

Hoje a tarde tive a oportunidade de participar de um diálogo o último hangout on air da temporada 2012 #semtrabalhoinfantil, entrevistando a Doutora em Letras pela Universidade Federal de Alagoas, Carla Letuza Moreira, que defendeu recentemente a tese "Criança, infância e trabalho em discurso: os efeitos da igualdade e responsabilidade social entre dizeres e silenciamentos", na Universidade Federal de Alagoas Vale a pena conferir o diálogo..

Agradeço a Doutora Carla Letuza, a Samanta Shiraishi, ao Guilherme N e Aline Kelly conheça o Promenino - Fundação Telefônica

Barraca armada (brincadeiras e consumo)

Assando marshmellow e esquentando sanduíches de queijo

Quando pensei em escrever sobre esta atividade do acampamento, lembrei que ela aconteceria no sábado após a chamada “Black Friday”, que abre a temporada de vendas para o Natal. Considerei que a atividade com as crianças seria uma chance de mostrar que o foco das crianças pode estar mais próximo daquilo que mostramos a elas. Como assim? As crianças decidem o que gostam, ao que assistem, porém pais e mães, e porque não dizer educadores, tem participação nesse processo. Entenda participação como alguém que pode dialogar e que preferencialmente não irá impor. (além de minhas convicções como educador e porquê não dizer a parte cientifica, agradeço aos diálogos de mães e pais em um grupo que participo da rede que inclusive falou sobre o assunto há uns dias atrás)

Momento "causos" (como diria Rolando Boldrin obviamente sem nenhuma comparação). E estão abertos a comentários e pensamentos. 
Por exemplo a influência entre as crianças, algumas atitudes tomadas por impulso por algumas delas (em meio há uma brincadeira) vai de encontro com o que conhecemos de sua educação (trabalho há muito tempo nesse local conhecendo bem cada perfil, assim imagino como muitos pais conhecem filhos e amiguinhos dos filhos), mas em questão de segundos ou minutos ela percebe que sua atitude foi no mínimo “estranha”. Portanto sem nenhuma pesquisa, acredito que posso comentar é que a educação que vem de casa ainda prevalece às chamadas influências externas. 
Quando faço uma ficha de inscrição (já comentada nos textos anteriores), solicitando para que as crianças não levem objetos de valor, tentando evitar qualquer transtorno posterior (perder, deteriorar), fica quase impossível deixar de lado os telefones (que tem diversas opções de conexões e atividades).
Após a fogueira (atividade supervisionada por recreadores) 2 participantes resolveram ir para suas barracas usar seus dispositivos(cada um faça a sua analise se concorda ou não com o uso - eu permito pois sei que para muitas mães é importante). Vale comentar que há alguns anos houve um momento de chuva durante a madrugada e um diálogo entre barracas aconteceu via um desses dispositivos, achei bem interessante.  As barracas separam meninas e meninos e nesse caso separava grandes amigos e eles resolveram essa divisão e o empecilho de conversar fora da barraca pois chovia (eles são adultos hoje e continuam amigos).  

Voltando a atividade e relacionando outro ponto com o consumo, na mesma inscrição já citada, descrevo a possibilidade de levar guloseimas para a madrugada, lembrando que o que é levado é escolhido por mães e pais dessas crianças. Estou repensando como reescrever esta linha (na inscrição). A ideia era ter algo além do lanche antes de dormir, até porque as crianças fizeram atividades físicas e um bolo, um biscoito, com um suco antes de dormir (o "leitinho antes de nanar", não é o da mamãe mas.. Ah.. eles tem onde escovar os dentes). Mas estou espantado com a quantidade de doces e salgadinhos industrializados que alguns pais enviam, não é um bolinho (industrializado ou não) mas o sacos, os chamados “família”. (aqui você pode pensar que faz aquilo pensando em repartir com os amiguinhos, mas ainda considero algo grande demais para o momento.. se você vê e entende diferente por favor escreva no comentário).Para o texto não se alongar mais, algumas vezes achei que o rumo do texto mudaria, mas não foi o caso. E para completar (e até me posicionar) lembrei de um texto que li no sustentável 2.0, que gostaria de compartilhar com vocês, que fala sobre consumo e consumismo e que acredito que tenha muita relação com o que escrevi acima.
link http://sustentavel.blog.br/consumismo/ 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Preparar para Armar a Barraca

Preparar e supervisionar a execução 

Escrevi no texto anterior sobre uma atividade que é projetada para um clube, mas dei um exemplo de um texto antigo que falava de como fazer isso em casa. Essas são situações distintas, apesar de ambas serem momento agradáveis, no caso de se fazer no clube é um trabalho e fazer em casa para filhos (afilhados, sobrinhos.. etc) é um momento de lazer. Como assim? Não estou entrando na discussão teórica sobre o que é lazer e o que não é. O fato é que são situações que tem diferenças, mas podem ter muitas semelhanças também. 

Vamos falar sobre o assunto, no caso do clube houve uma programação, fez parte de um processo, coisa que em casa com o filho poderia ser feito no dia que você pudesse ou julgasse importante. Mas obviamente, você pode programar a atividade em casa, no texto "um espaço para brincar" não programei a atividade, resolvi fazer e fiz. (Ok, meu trabalho é esse, mas isso não definia a possibilidade de fazer ou não fazer). Por que programar, vamos lá, no trabalho é uma questão de organização.
Quantas vagas existem para participar em um clube e quantas vagas existem para fazer em casa? Como assim?
Tanto no clube quanto em casa qual seria o espaço físico para os participantes? Tenho 4 barracas para 5 pessoas, tenho em casa uma barraca grande para 4 pessoas, o que pode significar uma participação maior ou menor de pessoas (amiguinhos, primos, etc). Sabendo quem vem, e qual a idade deles a programação pode ser mais focada na idade deles. No caso de trabalho é importante uma ficha de inscrição com dados dos pais e da criança, e claro no caso de amiguinhos uma conversa com a mãe para saber mais sobre hábitos e quem sabe até medicações que ele possa estar usando no período. (É tem muita coisa envolvida em uma atividade dessas). E claro, como se trata de uma brincadeira, definir o período é bem interessante. Não falo isso só para caso de mães que irão buscar seus filhos na casa da amiga, mas limites são importantes só cuidado para eles não se tornarem o foco, que é fazer uma atividade diferente para curtir com a molecada, por isso se preparar pode ser uma ótima maneira de tentar garantir esses momentos.
Como dicas tem os textos já citados, ou quem sabe um aniversário temático de acampamento não possa ser uma ideia??

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Armando a Barraca

Em julho de 2010 postei um texto que gosto muito que fala sobre um espaço para brincar que você pode ter interpretado de diversas formas, mas deixando isso pra lá vamos “armar as barracas de acampamento”.

Essa atividade fecha um ciclo de atividades dentro do projeto da recreação no clube, mas antes que alguém pense que é uma propaganda dos meus serviços (poderia ser mas não é), a ideia é incentivar a atividade (tendo ou não uma barraca como a da foto). Neste caso ela é realizada comigo há 9 anos (dentro de um projeto que podemos considerar de 20 anos alterando parceiros na construção e programação), respeitando as mudanças a cada ano de participantes, interesses e etc.
 O dia do “Acampamento no Clube”,  é uma data que normalmente é muito aguardada pela turminha que participa da recreação,  mas ao mesmo tempo um momento de conhecer novas pessoas que quem sabe venham a participar mais da recreação a partir desse momento.
A atividade acontece no clube na passagem de um sábado para domingo, dias em que a recreação funcionaria, porém com um horário diferente. Pode se considerar um período curto, mas acredito muito valido para crianças, monitores e pais.

Seus filhos já participaram de momentos como esses? e ai como foi?





sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ecos "É da nossa Conta"

Escrevi o texto "" É da nossa Conta! e recebi pela rede esse comentário (a Bia me autorizou a postar) e resolvi dividir com vocês...
Essa opinião é dela ..Qual a sua???

É da nossa conta! por Bia 


O brincar é totalmente importante!
A criança que não brinca, tem na maioria dos casos severas dificuldades de relacionamento, e torna-se um adulto egoísta, depressivo e egocentrico!
(falo isso por experiência própria.)
E concordo! precisamos de ações efetivas pra praticar
educação, e integridade (sim praticar, por que garantido isso é pela nossa constituição) e inserção social dessas crianças carentes!
Mas como inteferir na vida delas e na estrutura da família pra modificar essa realidade??!!
Será que empregos pro pais seria a solução??
Será que acompanhamento da assitência social sob o perigo da perda da guarda resolveria o problema??
Será que o meio onde vivem é o problema??
Acho que compreender pra transformar a mentalidade dos responsáveis, seria
o primeiro passo, e a partir disso caso a caso inserir a criança na escola, e em atividades que ela possa se desenvolver normalmente como as outras.
É muito delicado esse tema Rafa, a assistência social e os abrigos, Fundação casa, etc. não estão preparados pra lidar com esse público (eles chamam de situação de risco, ) e nem nós!!!
Eu argumentei algumas coisas, mas minha cabeça ta um nó!!!
é muito delicado e difícil pensar em soluções, quando se está na zona de conforto, acho que apenas se colocar no lugar do outro é pouco nesse caso! Teríamos que de fato passar por isso pra compreender e achar soluções reais.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

“É da nossa Conta!"

Claro que é!
Essa é uma campanha que esta na rede
promovida pela Fundação Telefônica em parceria com a UNICEF e a OIT, relacionada ao “Trabalho infantil e adolescente".
E fui convidado a participar na próxima segunda de um encontro e gostaria muito de poder conhecer um pouco mais e depois dividir com vocês
Porém pensei em quem sabe levar opiniões de alguns leitores (adolescentes ou não) sobre o assunto, sei da dificuldade de tempo, parar para ler um texto ver um vídeo e tentar escrever sobre o assunto depois, mas vale tentar...
Conto com vocês pois é da nossa conta!!
#ParaPensar
(apenas exeplos) Propagandas, Novelas, Campanha Política, trabalho em casa... e assim vai



Saiba mais Promenino 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Um Avião Playground

Aeronave foi comprada por diretor de escola em Rustavi. (Foto: Vano Shlamov/AFP)
(Fotos: Vano Shlamov/AFP)
Olha a ideia de um diretor da Georgia, Gari Chapidze comprou um avião antigo e reformou seu interior com jogos e brincadeiras.
apesar da noticia ter sido vinculada no G1 em uma área chamada "Planeta Bizarro", achei uma ideia fantástica (claro respeitando as possibilidades econômicas e sociais de cada lugar).
E se não me falha a memória há um tempo atrás (2007*) uma empresa aérea investiu em um espaço infantil em um shopping de São Paulo.
(Completei após postar com ajuda de Rodrigo Martins)
Está achando que isso só acontece em outros lugares então segue a versão Brasileira.
Em noticia também vinculada no mesmo portal em 11/05/2012, Edinei Capistrano quer "transformar a aeronave antiga em uma área de eventos aberta para quem se interessar em alugar o espaço para festas e recreação de crianças. O avião ficará em uma chácara, localizada entre Araraquara e o distrito de Bueno de Andrada" (ja falei sobre Bueno aqui no BLOG lembra?).

Qual a sua opinião?
Aproveitando a ideia poderíamos fazer o mesmo com "caçambas" velhas de caminhões ou quem sabe mini-bibliotecas, mini-brinquedotecas dentro de carcaças de algumas peruas (kombi) que ficam espalhadas por aí ou em patios públicos .
Avião Yakovlev Yak-42 foi transformado em 'playground' para crianças em escola em Rustavi. (Foto: Vano Shlamov/AFP)
Interior do avião foi reformado e ganhou jogos e brinquedos. (Foto: Vano Shlamov/AFP)

Noticia no G1Evento citado 2007* - imagem site PanrotasNoticia G1 sobre Capistrano