Mostrando postagens com marcador recreação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recreação. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de janeiro de 2013

Parte 2 - Começando a colônia de ...


Terminei o outro post com uma provocação sobre que para se trabalhar com recreação e acompanhar velinhos só precisaria ser atento e carinhoso... Poderia ter usado outros adjetivos, o fato é que não é bem assim e é uma constante aqui no blog postar questões e exemplos sobre este assunto (inclusive um texto que fala sobre cursos de recreação que particularmente eu gosto muito LINK).
voltemos aos comentários...
Que a questão financeira apareceu bastante
5) Periodo era de 8 às 12h. Às 11h as crianças do período integral foram almoçar e a Mariana ficou sem fazer nada. Ao serem questionados pela mãe, disseram: vamos dar um papel para desenhar. Pagar 1000 reais para ficar desenhando? Isso nós fazemos em casa.
6) E se tudo isso acontece, a Colônia de ferias devolve 15% do que foi investido por nós.
9) Eles vendem que as crianças ficam direto no parquinho, com chuveirão, aquela coisa bem verão, legal e divertida, mas claro, só quem paga integral.  A Mariana, como só ia ficar de manhã, ia passar o mês inteiro pintando papel, segundo eles: atividades temáticas.
Resumindo: Nunca deixem seus filhos numa Colônia de Férias onde as pessoas não tem o MÍNIMO cuidado com as crianças. Mariana ficou por dois dias com os pais dizendo que ela ia pra Colônia de férias se divertir e acabou que ela foi iludida. Coitada. Quem é pai, sabe o quanto isso é doloroso.

A reclamação 5 também tem relação com a programação que foi explanada no texto anterior, mas a qustão do valor, não tenho como julgar o valor cobrado, mas tenho que falar a atividade de desenho pode ser (não estou dizendo que era o caso) um interesse da criança.
Por exemplo quando optou por essa colonia o responsável conhecia o contrato o que seria feito e em caso de desistência do produto o que receberia de volta. A questão aqui é muito mais jurídica do que de lazer mas o fato é que entendo é que a reclamação é a entrega do que foi acordado, mas é fato que você deve buscar os seus direitos (o autor do post encerra dizendo que está fazendo isso).
A questão 9 e o “resumindo” mostra a indignação (e opinião) do pai devido a situação”. Considero como algo mais jurídico do que relacionado ao lazer por isso não comento apenas reproduzo.
O que fica de importante e de recado a outros pais e responsáveis é que ao procurar um espaço para férias pais ou responsáveis analisem, conheçam, troquem informações para evitar situações como essa.

postar algumas coisas que podem ajudar nessa escolha..

  •         Os pais devem fazer uma lista de espaços
  •         Dentro dessa lista os pais deverão descartar as escolas que não estão de acordo com seus valores. 
  •         Os pais devem visitar o espaço (questões relacionadas a segurança, higiene...)
  •         Questionar sua propostas (as atividades que serão realizadas) 
  •         Procurar outros pais ou conhecidos que já tenham participado de alguma atividade no local (se não for a própria escola do filho) para saber mais...
  •         Atente-se para a qualificação dos profissionais que ali trabalham.

  • O que mais você colocaria??

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Começando a Colônia de ...

Algumas vezes já comentei por aqui que faço parte de grupos na internet, além de dialogar com alguns pais em diversos lugares em que convivo. Li um comentário em um desses grupos que acho que pode render bons diálogos aqui no blog. Pedi autorização para o dono para postar aqui, mas resolvi postar por partes para não ficar muito longo. Vamos ao comentário que começava assim:
Ontem colocamos a Mariana (2anos) na Colônia de férias xxxxxxxxxxxxxx. Hoje tiramos.
E ai o pai (este post foi feito por um pai) começou a enumerar algumas questões que pretendo abrir para diálogo.

1) Colocaram latas de CERVEJA para as crianças pintarem;
Supondo que a ideia era utilizar latinhas usadas para criação de alguma coisa, atividade que tem seu espaço em uma programação de recreação, abre-se um porém: utilizar latinhas de cerveja é plausível?
Certa vez para fazer uma atividade (que esta nesse vídeo) utilizei uma latinha dessa, você pode perceber pelo aro que era uma lata de cerveja, porém está coberta com fita adesiva e poderia estar coberta com tinta também evitando assim a utilização dela por crianças. Mas também não podemos ignorar que as crianças tem pleno conhecimento de marcas e dependendo da faixa-etária é possível explicar inclusive porque a latinha esta coberta. Uma razão do uso de latas de cerveja pode ser a maior facilidade em encontrá-las, mas será que é mesmo? Hoje existem diversas bebidas em latas, como refrigerantes, sucos, chás, energéticos... E se fosse uma lata de refrigerante? Será que haveria discussões sobre o incentivo do consumo?
Algumas oficinas também utilizam alimentos em sua confecção, por exemplo chocalhos de arroz, aí eu te pergunto comida é brinquedo?
Essa é uma provocação apenas para pensar um pouco mais sobre outras relações que podem estar presentes em uma atividade de recreação, minha opinião é que existem diversos materiais que podem ser encontrados para serem substituídos, mas o principal é que devemos pensar em como é esse tempo de lazer, nosso ou dos filhos.

3) A turma de 7 anos fica na mesma quadra da de 2 anos e meio. Uma bola raspou a cabeça da Mariana. Se batesse poderia gerar danos cerebrais e descolamento de retina. E o monitor falou que não podia fazer nada quanto a isso.

4) A mãe, ao perguntar sobre esses fatos, NÃO TINHA RESPONSÁVEL e todos tiravam o corpo fora.

8) Monitores despreparados tanto para dar informações quanto para cuidar de crianças que ainda são dependentes.
10) Monitor João xxxxxxx, que era responsável pelas atividades, não sabia o que ia acontecer. Uma prancheta resolvia o caso. 

Não estou ignorando outras reclamações, estou apenas separando o que considerei possível de englobar nesse texto.
A reclamação numero 2 referia-se a não se preocuparem com a “troca de fralda” da criança. Preciso dizer (assim como fiz no grupo) me deixa triste ler situações como esta, mas vamos dialogar sobre as questões.
Faixa-etária – Sem nenhuma teoria me parece um fato que crianças de dois anos e meio tem características diferentes de crianças de sete anos, sem falar que imagino (desconsidere que trabalho na área) que a atividade não seja a mesma, isso foi o que eu entendi lendo o post, eram atividades diferentes, eles aparentemente acertaram nesse ponto, porém se a atividade dos maiores pode interferir e segundo o relato até machucar outra criança é melhor evitar. Agora uso a reclamação 4, falta um responsável da atividade e da equipe, ainda não estou falando da entidade que propôs a colônia, apenas da atividade, nesse ponto o ”8” ajuda a responder, me pareceu um despreparo da equipe, vide que o suposto responsável não sabia o que ia acontecer*.
Uma prancheta resolvia? NÃO, uma prancheta não resolveria. Entendo o que o pai quis dizer, que se houvesse uma organização seria melhor. Agora alguns amigos de trabalho que leem o blog devem estar pensando: é porque ele odeia prancheta! A prancheta tem utilidade, porém eu trago questões agregadas a ela, inclusive a de que um papel escrito ou impresso com o nome das atividades não garante uma boa execução. Agora uma questão pessoal, a prancheta me lembra monitor que só está preocupado com a quantidade ou cumprir os horários esquecendo do desenvolvimento da ação como um todo, uma programação de lazer pode e deve respeitar diversos interesses (sociais, manuais, físico esportivos...).
Quis terminar discordando de um ponto apenas para mostrar que podem existir diversas maneiras de ver a mesma situação, como por exemplo brincar com criança (ou acompanhar um velho) qualquer um faz, tem que ser atento e carinhoso... mas isso fica para continuar no próximo post...

*esse texto esta baseado apenas nas informações postadas no grupo

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Armando a Barraca

Em julho de 2010 postei um texto que gosto muito que fala sobre um espaço para brincar que você pode ter interpretado de diversas formas, mas deixando isso pra lá vamos “armar as barracas de acampamento”.

Essa atividade fecha um ciclo de atividades dentro do projeto da recreação no clube, mas antes que alguém pense que é uma propaganda dos meus serviços (poderia ser mas não é), a ideia é incentivar a atividade (tendo ou não uma barraca como a da foto). Neste caso ela é realizada comigo há 9 anos (dentro de um projeto que podemos considerar de 20 anos alterando parceiros na construção e programação), respeitando as mudanças a cada ano de participantes, interesses e etc.
 O dia do “Acampamento no Clube”,  é uma data que normalmente é muito aguardada pela turminha que participa da recreação,  mas ao mesmo tempo um momento de conhecer novas pessoas que quem sabe venham a participar mais da recreação a partir desse momento.
A atividade acontece no clube na passagem de um sábado para domingo, dias em que a recreação funcionaria, porém com um horário diferente. Pode se considerar um período curto, mas acredito muito valido para crianças, monitores e pais.

Seus filhos já participaram de momentos como esses? e ai como foi?





terça-feira, 27 de abril de 2010

Em um texto anterior “Cursos de Recreação – Uma aula de português”, abordei o assunto “multiplicação” dos “cursos de recreação”, obtive algumas respostas sobre o texto,por isso deixarei mais um comentário.
Este final de semana aconteceu um curso de recreação de relevância para o mercado, eu estive lá!
Entre os participantes em sua maioria de São Paulo, alguns do Rio de Janeiro e até Espírito Santo e Rio Grande do Sul cada qual com seu interesse. Em conversas informais diziam estar em busca de repertório de atividades e conhecer outras pessoas da área.
A organização do evento, da equipe e do local foi muito boa, as oficinas que presenciei cumpriram o proposto previamente, com uma exceção, que fortalece a idéia anterior que existem pessoas preparadas e outras não para exercer a docência.
Reafirmo não sou contra os cursos!
Sou a favor das pessoas refletirem suas ações e escolhas!!

PS: Boa a oficina de Tiago Aquino, a pessoa melhor ainda!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cursos de recreação: Uma aula de portugês

Trabalho e estudo lazer há mais de dez anos, trabalho desde 1998 e estudo desde a entrada na universidade em 2000. Universidade que me aproximou aos estudos do lazer e na época iniciei, entre outros textos, com Estudos do lazer: uma introdução (Marcellino), que através de textos curtos demonstra a amplitude que existe no interesse dos estudos do lazer. Na própria faculdade de Educação Física em trabalho de conclusão (que como todo trabalho quando revisto apresenta muitas lacunas, mas tem sua relevância, pois foi o primeiro trabalho de conclusão e parte do processo de introdução a área acadêmica) escrevi, junto com colegas de curso, sobre a formação do profissional. Estou enfatizando o assunto porque conversando com amigos que atuam na área, e em grandes instituições, falávamos sobre a proliferação dos chamados cursos de recreação. Em uma pesquisa simples em site de procura na internet o dado que aparece é de aproximadamente “3.010.000 para curso de recreação (0,23 segundos)”, poderíamos considerar um dado importantíssimo em tempos de crescimento da área de lazer e entretenimento e por que não falar em até hospitalidade (Brasil Copa 2014 – Olimpíada 2016 assuntos para outros textos). Nas palavras de Werneck (2001 p.34): “Em outras palavras, o mercado de trabalho que se abre nas sociedades contemporâneas vem anunciando que não mais necessita de pessoas encarregadas de “apertar parafusos”, mas de profissionais qualificados e dedicados a descobrir formas diferentes de fazê-lo e de atender as necessidades e os interesses das pessoas.” Lourençato (1998) afirma que “a empregabilidade é uma característica que espelha conhecimentos, habilidades e capacidades individuais. Quanto maior o nível de conhecimento do trabalhador, maiores suas possibilidades de ajustamento e adaptação ao mundo globalizado, isto é, maior sua empregabilidade.”
A empregabilidade descrita por Lourençato é um fim, quero voltar ao meios pelo qual ele chega a empregabilidade. O conhecimento, a habilidade e a adaptação ao mundo; Os cursos são formas de conhecer ou se aperfeiçoar.
Neste momento surge uma conjunção (mas, porém, contudo...), uso esta pequena análise, pois as conjunções são classificadas de acordo a relação de dependência sintática dos termos que ligam. Se conectarem orações ou termos pertencentes a um mesmo nível sintático, são ditas conjunções coordenativas (Wikpédia) Estas conjunções coordenativas podem ser (Cegalla 1991):
Aditivas que dão a idéia de adição, acrescentamento, nessa perspectiva imaginamos que essa quantidade de cursos existentes seria importante, somando a formação do individuo para melhorar sua formação tecnica e teórica para a execução de seu trabalho. Ex: “Os livros não só instruem, mas também divertem” (p.244) Adversativas que exprimem oposição, contraste, ressalva, compensação, seria este o momento de reflexão sobre a área e sobre a constituição de docentes e estruturas desses cursos. Vivenciar uma experiência em grupo para quem pretende atuar na área de lazer é valida, “porém” devemos sempre ter uma visão critica.Ex: “Querem ter dinheiro, mas não trabalham” (p.245) Alternativas que exprimem alternativa, alternância; Explicativas que precedem uma explicação, um motivo. Ex: Faça um curso reconhecido, pois este o ajudará em sua formação Explicativas que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por conseguinte, pois (proposto ao verbo), por isso.
Para exemplificar cito um “congresso xxxx de lazer” (Estado de SP – julho/2010) cujo nome prefiro ocultar, pois não vou divulgar o que não aconselho. A principio este caso parece uma tentativa de com uma troca na nomenclatura (curso por congresso) que tente se apropriar de seu significado e valorizar, chamando a atenção para o pseudo congresso. Bourdieu(1998 pag.91) nos escreve:“A especificidade do discurso de autoridade (curso, sermão etc.) reside no fato de que não basta que ele seja compreendido (em alguns casos, ele pode inclusive não ser compreendido sem perder seu poder), é preciso que ele seja reconhecido enquanto tal para que possa exercer seu efeito próprio.”
Portanto para ser um congresso, não basta dar nome ele deve ser reconhecido como tal.
A palavra tem seus significados, no caso supracitado a palavra mais apropriada me parece ser “eloqüência”, que o mini dicionário Aurélio apresenta em sua segunda definição para palavra eloquência como “a arte de persuadir, comover, etc, pelas palavras”.
Portanto, chego assim ao ponto em que queria. Existem diversos meios para formação profissional no lazer, encontros nacionais como o ENAREL (Encontro Nacional de Recreação e Lazer) instituições como o Senac.
O texto não vai contra os cursos existentes, apenas alerta para a existencia de cursos “caça niqueis” que buscam arrecadar fundos para as empresas que o realizam.
Assim dentro de uma “conjunção explicativa” concluímos reiterando a importância de refletir sobre a prática e a formação nas diversas áreas e temáticas dentro e fora do lazer.

BOURDIEU, P. (1988) A Economia das Trocas Lingüísticas: O que Falar Quer Dizer. São Paulo: Edusp.
CEGALLA D P(1991) - Novíssima Gramática da língua portuguesa São Paulo Ed NacionalFERREIRA, A B H(1993) – Minidicionário da língua portuguesa 3.ed Rio de Janeiro: Nova Fronteira
MARCELLINO (2002) – Estudos do lazer: uma introdução Campinas 3 edição Autores Associados.
WERNECK C L G(2001) – Lazer e mercado: Panorama atual e implicações na sociedade brasileiraWIKIPEDIA - http://pt.wikipedia.org/wiki/Conjun%C3%A7%C3%A3o.