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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A Caminho de 2013


Primeiro gostaria de dizer que esse texto foi escrito antes do dia 21 o que mostra que eu não acreditava na teoria do final do mundo e se eu estiver errado ninguém vai saber!!
2012 está terminando, 2013 vem chegando... e obviamente nada do fim do mundo!
Tantas coisas erradas ainda acontecem (sem querer ser piegas)... Para usar algumas palavras que estão muito presentes no blog, ainda existe muita gente que brinca com nossa paciência, joga com a vida de tantos e parece não ter limites (regras). Obviamente usei jogar, brincar e limites com conotações pesadas, similares ao uso pejorativo que vejo em muitos textos (que não respeitam o jogar, o brincar e os limites). Gostaria muito que para tudo isso, e muito mais, fosse realmente o fim, ou pelo menos um novo inicio.
Essa história de final do mundo tem uma relação com o calendário Maia, que terminava em 21 de dezembro de 2012, e algo que considero importante, por isso insisto em escrever aqui no blog, é a busca por conhecimento. Assim como em outros casos na história da humanidade equívocos podem ser cometidos (por assim dizer, me lembrei do livro Eduardo Galeano “Os Filhos dos Dias”. Para quem tiver a curiosidade, fica a indicação)
A pesquisa de cientistas refuta essa ideia* com a descoberta de novos calendários até então  desconhecidos. Pesquisa, processo sistemático de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novos conhecimentos, e/ou corroborar ou refutar algum conhecimento pré-existente.
Apesar de parecer repetitivo, “frase típica de final de ano”, pode ser um ótimo caminho para 2013... 14..., sinceramente eu desejo a todos vocês muita dedicação e vontade de buscar novas descobertas e novos conhecimentos (ou não tão novos assim).
FELIZ 2013
abraços do BLOG e do Rafa Vac

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/03/pedra-maia-e-exibida-para-desmentir-anuncio-do-fim-do-mundo-em-2012.html

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Clube da Quarta

Há algum tempo escrevi um texto falando sobre montar uma barraca para brincar com a “molecada”, do quanto é divertido e significativo. Citei até um filme (as idéias que os filmes infantis podem trazer para os pais) e a criação da identificação desse espaço, um “clubinho”.



Na recreação, tem uma atividade que se chama clubinho, que se traduz em organizar um grupo para conviver e brincar, a essa altura enquanto você lê já pode ter lembrado de expressões como: “Clube da Luluzinha” (para meninas) e “Clube do Bolinha” (meninos).



Mas esse tipo de coisa não acontece só com crianças, independente da idade as pessoas gostam de se reunir, cada um escolhe um motivo (ou desculpa) para poder estar com o outro conversar, jogar (brincar), se divertir.
Agora imaginem homens reunidos toda quarta feira, para ver futebol, comer e jogar truco. OBS: Isto não é um texto “para homens”, até porque a casa esta aberta para visitas (até onde sei) e participações femininas (mas entendo que algumas tenham suas razões para evitar).



Esse grupo é identificado pelo emblema acima, e formado por amigos de infância com participações especiais, sempre há espaço para novos amigos, ou seriam sócios do “clube de quarta”.



Aos amigos teóricos, seria uma tradução dos chamados interesses do lazer? Pois o clube a cada quarta feira disponibiliza um “menu” diferente, organizado por um de seus sócios e, preciso dizer, estamos nos alimentando muito bem. E claro não poderia faltar um jogo (além do futebol na TV), é realizado um torneio de truco, com direito a sorteio de duplas, pontuação de acordo com a quantidade de participantes, tudo isso devidamente anotado e depois entregue para divulgação por internet. O truco é um jogo "tradicional", mas nós adotamos as tecnologias disponíveis para manter o contato.



Por falar nisso, o truco segundo Alceu Araujo (2007) é um jogo de baralho praticado em Portugal e largamente conhecido no Brasil, também conhecido como “truque”, douradão, douradinha, deizão. (As regras variam de acordo com a região). O palavreado e os gestos é que se repetem desde desbravadores do sertão (de SP), para quem conhece e pratica o jogo presta atenção em uma passagem citada no mesmo livro(p.119)



“uma punhada seca na mesa” TRUCO MESMO
A resposta: “Toma seis, papudo, reboque de igreja velha”
Vizinhos ou aqueles que passarem pelo clube devem escutar algo semelhante de quarta. Espero que você tenha se lembrado do seu grupo de amigos que ainda encontra, ou que por alguma situação momentânea não tem encontrado, mas viveu momentos de divertimento. Mesmo sem ser um desbravador do sertão nosso jogo continua trazendo um momento de descanso, desenvolvimento e diversão (olha a teoria ai de novo!).

Esta é uma homenagem ao encontro de amigos, a tradição cultural que permanece, um abraço a todos e MUITO OBRIGADO!


Graveto (apelido de infância... porque será??? hahaha)


ARAUJO A. M. 2007 Cultura Popular Brasileira – Editora Martins Fontes (coleção Raízes), 2 edição – São Paulo.