segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"NEM quero" ouvir seu nome, só o nome das favelas

Final de semana de feriado, vocês devem ter acompanhado que mais um elemento procurado pela policia foi pego, e que continuamos o nosso desafio de buscar um país melhor. Ainda sonho com o momento em que isso também será feito dentro de mansões fora do morro, em São Paulo, no Rio ou em Brasilia... mas voltando ao que interessa, que é falar de cultura, como diz Samanta dos Santos (no video de camiseta azul), que é interprete (ou puxadora de samba, Jamelão que me perdo) no Águia de Ouro, e postou um samba de Paulo Cesar Pinheiro que tem muito de realidade, pois quem sabe se na favela a vida muda, e a cultura (samba, rap e etc) na qual fazemos parte, possa ser uma ferramenta para a questão da conscientização e da necessidade de superação da ordem social e política.
Vamos compartilhar, vamos divulgar nossa cultura.



letra
O galo já não canta mais no Cantagalo
A água já não corre mais na Cachoeirinha
Menino não pega mais manga na Mangueira
E agora que cidade grande é a Rocinha!
Ninguém faz mais jura de amor no Juramento
Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus
Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres
E a vida é um inferno na Cidade de Deus
Não sou do tempo das armas
Por isso ainda prefiro
Ouvir um verso de samba
Do que escutar som de tiro
Pela poesia dos nomes de favela
A vida por lá já foi mais bela
Já foi bem melhor de se morar
Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda
Ou lá na favela a vida muda
Ou todos os nomes vão mudar

Um obrigado especial a Samanta Renata dos santos que me mostrou esse samba

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Habilidades sociais

A idéia deste texto veio da leitura de outro publicado na Folha de São Paulo (caderno equilíbrio), mas eu tomei conhectimento através do twitter do criança e consumo (@criancaeconsumo).
E este passa pelo tema educação de crianças e como voces já devem ter percebido me interessa muito, assim como a possibilidades de dialogo com vocês.
No inicio descreve o crescimento de acessos as redes sociais, o tempo gasto com ela, sua "boa" relação (o conceito de boa aqui é que elas gostam de utilizar, e algumas vezes o fazem de uma forma que o proprio pai possa desconhecer) com a televisão e com a internet e sua vida social intensa.
Vida social intensa? O que seria essa vida intensa? Freqüentar escola, aulas extras, shopping?? E quem escolheu esses programas, voce ou ele??
A escola fez e faz parte da vida de muita gente (deveria fazer mais, mas nesse caso provavelmente você, e quem sabe seus pais, tiveram acesso a escola), entendo que cada vez mais as escolas cobram de seus alunos, cada qual com seu método, mas tentando dar uma boa base para seus alunos. (aqui "base" entendida como a formação acadêmica e social). Fato é que a escolha do colégio é feita pelos pais, independente de condições econômicas, pais em sua maioria tentam que colégio seja o mais apropriado para o seu filho. Sabemos que existem dificuldades para as escolas contribuírem positivamente com a socialização de seus alunos (outro ponto citado no texto), assim como os alunos e ate alguns pais contribuem para esse desenvolvimento.
Entendo que aulas e cursos extras poderiam ser um momento para ter contato com outras crianças, quiçá fazer amigos. Certo, mas isso a escola tambem possibilita! Concordo, porém com uma diferença: a participação na escolha dessas pode ser feita COM alunos e/ou filhos e assim aumentar o interesse dos mesmos.
Os cursos que seu filho fez ou faz, quem escolheu (você ou ele)?
Vai fazer inglês porque é bom para seu futuro!
Natação porque desenvolve! (não entrarei no mérito desse conceito que alguns de voces já devem ter escutado, se meus amigos educadores físicos quiserem escrever a porta esta aberta)
De que forma foi feita essa escolha? Onde entra a vontade da criança?
Os interesses podem ser um fator que aumente seu contato com outras pessoas, a própria internet pode levar a encontros presenciais (com os pais, mas isso fica p outro momento).
Me pergunto: será que o interesse pelas redes sociais não é pelo fato de algumas crianças se sentirem "livres" para fazer suas escolhas?
Essa "livre escolha" (coloco entre aspas pois o conceito de livre pode trazer diversas possibilidades de discussão, mas quero atentar para o fato de se sentirem livres, de poderem opinar sobre suas escolhas) pode ser um fator de crescimento nesse interesse, que é inversamente proporcional ao medo que os pais sentem ao deixar seus filhos livres na "rede" ou no shopping.
Acredito que uma escolha conjunta possa ser uma possibilidade de aproximaçao de filhos ou alunos, para o que Sayão chamou de uma habilidade social no mundo real, e quem sabe ela possa valer tambem no virtual.
Entendo que abrir portas para muitas possibilidade traz consigo muitas dificuldades, mas quem disse que aprender a conviver era fácil? Educar então...


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0111201110.html

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nós e as crianças a caminho do aeroporto

Resolvi escrever esse texto pois durante meu trabalho em um evento presenciei  uma cena, a principio a distancia , e depois entrei em contato com o pai (personagem da história).
Situação :  a família  composta de casal e três filhos cheg ou  3 minutos após o horário de embarque e ficou  fora do vôo comprado.
 A posição da atendente da empresa foi verificar o que poderia fazer ,  se conseguiria fazer este embarque,  o que foi negado pela gerente  uma vez que a aeronave já estava em procedimento para a saída ,  causando indignação da família,  e  dando início a uma longa conversa .   A principio um desacordo entre a gerente e o pai, e continuou depois com a presença de responsáveis do aeroporto e a segurança.
Ponto um :  você sabe de suas responsabilidades como comprador do serviço (passagens aéreas), portanto a indignação pode existir mas não uma discussão.
 Um dos deveres como pai, mãe ou responsavel que acompanha uma criança ao aeroporto,  é  se organizar para chegar no horário, entendo que não é facil, mas veja uma situação dessas inclusive como uma ótima chance de mostrar ao seus filhos que você  também tem regras a seguir.
Em uma situação dessas a empresa tem certos procedimentos, segundo o "guia do passageiro" fornecido pela  Infraero nos aeroportos, em vôos domesticos  o tempo é de uma hora de antecedência e caso você nao se apresente a companhia pode recusar o embarque para não atrasar a decolagem. Lembrando que dentr o  do vôo existem outros passageiros que pretendem manter o horário  e  que sabemos que existem dificuldades em nossos aeroportos e empresas de aviação.
Conversando com pessoas da  Infraero  soube que  o procedimento adequado seria um diálogo no balcão da empresa contratada para ver o que era possível fazer, para ver a interpretação da companhia (entendo que nesse ponto existe uma lacuna pois  deixa a situação sem uma resposta, vai "depender" da analise da gerência) . No caso citado acima a empresa conseguiu recolocá-los em outro vôo sem custo adicional.


Extra:
Guia do passageiro (p.32) "viajar com crianças e adolescentes".  
Nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca de onde reside, desacompanhada dos pais ou responsáveis sem expressa autorização judicial. Essa autorização é dispensada quando a criança estiver acompanhada de um dos pais. Alem disso é possível que as crianças e adolescentes desacompanhados de ambos os pais, desde que observada as exigências  legais.

2.   Em algum momento você de ter pensado, tudo be m, m as e os atrasos das empresas aéreas que acontecem ?   O  próprio pai (situação citada acima) comentou  que havia aguard ado  uma hora para vir . Sim, aí  essa reclamação é o seu, o nosso direito! Se a empresa atrasar temos que levar o caso a ANAC, o que será feito depois é de responsabilidade deles e nos podemos   (e devemos) ver os desdobramentos para uma melhora nos serviços.
Segundo o mesmo guia supracitado, em caso de atraso, o passageiro tem prioridade de reacomodacao em relação as pessoas que ainda nao adquiriram  passagem. Ela pode solicitar reembolso integral a partir de 4 horas de atraso e a devolução será imediata, respeitando-se o prazo e o meio de pagamento. Existe a opção de remarcação do vôo para data e horário de conveniência do passageiro.
A cia aérea deve prestar assistência
1 hora facilidade de comunicação - telefone, internet e outros
2 horas alimentação
Após 4 horas acomodação em local adequado e quando necessário serviço de hospedagem
Essa assistência e valida inclusive ao passageiro que já estiver a bordo da aeronave.

Espero ter colaborado.. Boa viagem!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Bons livros podem nos trazer boas idéias

O título do texto exprime bem o que eu acredito sobre uma parte da educação ou da criação de algumas idéias, ontem tive o prazer de ao lançamento de um livro da professora "Lelê" ou melhor da autora Alessandra Ancona de Faria, chamado "Contar histórias com o jogo teatral".
Ja escrevi sobre ela aqui no blog, mas sem me perder e sem escrever muito, gostaria que vocês vissem esse vídeo, nessa historinha, do Sr Steven Johnson chamado de onde vêm as boas idéias.




LIVRO - JOHNSON S - De onde vem as boas Idéias

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Esporte, brinquedos e jornalismo

Aproveitando o momento em que o Pan-americano esta em alta (mesmo com a maior rede de televisão brasileira tentando ignorar em alguns momentos) e as conversas sobre o assunto estão nas ruas e nos comentários nas redes sociais. Citarei um exemplo (que pode valer para os narradores esportivos) o bambolê e o arco, que são parecidos mas não são iguais.
Só como introdução a ginástica Rítmica em seus primórdios era chamada de Ginástica Moderna, e a partir de 1950 ingressou em um processo de esportivização em decorrência do apelo da tentativa de ingressar nos Jogos Olímpicos, buscando consolidar o esporte(a importância dos jogos), que na segunda metade do sec.XX foi reconhecida como Ginástica Rítmica Desportiva (GRD).
O bambolê como conhecemos atualmente, de plástico colorido, surgiu nos Estados Unidos da América em 1958. Foi uma criação dos norte-americanos Arthur Melin e Richard Knerr, donos de uma fábrica de brinquedos, que trouxeram a idéia da
Austrália, onde estudantes de ginástica se divertiam girando aros de bambu na cintura. O brinquedo foi batizado de hula hoop e eles venderam 25 milhões de unidades em apenas quatro meses. No mesmo ano, a fábrica de brinquedos Estrela lançou o hula no Brasil, com o nome tirado do verbo "bambolear" (gingar). O que da para entender porque o nome é conhecido pela maioria das pessoas.
O arco é um dos aparelhos/aparatos usados na Ginástica Rítmica.
Segundo o dicionário Tubino, eles devem ter de 80cm a 90cm de diâmetro, um peso mínimo de 300g e com ele são executados movimentos de rotação, arremessos, rolamentos (cambalhota para alguns, mas esse fica para um próximo texto), e passagens entre eles.

A pesar de parecidos, não são iguais, então como curiosidade os jornalistas poderiam falar sobre essa semelhança, mas contar sobre suas diferenças, trazer a explicação é uma forma de se aproximar da massa não apenas trocando palavras, para facilitar a linguagem e o entendimento de muitos. As pessoas querem ver, entender e aprender mais sobre os esportes, até porque em 2012 tem olimpíadas em Londres e em 2016 elas estarão por aqui.
E termino parafraseando o autografo de Paulo Vinicius Coelho (PVC - livro Jornalismo esportivo) “jornalismo é mais sério do que ser apenas um evento espetacular”, por isso vamos falar sobre o esporte, educaçãoe quem sabe até brincadeiras.

TUBINO, M. J. G.; GARRIDO, F.; TUBINO, F. Dicionário enciclopédico Tubino do esporte. Rio de Janeiro: SENAC, 2006.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Momentos que podem se tornar inesquecíveis!

Quero tentar algo novo aqui no blog, que é ter a colaboração das pessoas para escrever o texto. (ok, mas cade a novidade?) A novidade é: vou iniciar o texto e deixar que as pessoas componham a sequencia...
Atuo com eventos desde 1998, com viagens desde 2000 e algumas pessoas acabam me perguntando: Se ainda tem alguma coisa nova? o que me faz continuar viajando? etc...
Ontem eu li em um mural na rede social (Cesar Rodrigues) uma frase assim:
“Todas as viagens são lindas, mesmo as que fizerem nas ruas do seu bairro. O encanto dependerá do teu estado de alma” e me fez lembrar de uma frase de Schoppenhauer que publiquei no texto que falei de Porto Seguro que diz
“A novidade das coisas e dos acontecimentos faz com que tudo se grave em nossas consciência”
E acredito muito nisso! Em momentos que podem se tornar inesquecíveis!!!
Você que já participou de um momento desses em uma viagem ou em alguma rua do seu bairro?
Compartilhe aqui...
Abraços a todos!
@rafavac

sábado, 15 de outubro de 2011

Sou grato aos Professores



Sou grato aos professores de uma forma geral, pois sei que dar aula nos dias de hoje não é tarefa fácil (sem trocadilho), mas essa pequena lembrança é para agradecer e não para falar das dificuldades que muitos colegas enfrentam (se quiser saber sobre o assunto é só assistir ou ler um jornal).
Hoje não atuo direto nas salas de aula, apenas em alguns cursos no Senac e em outros momentos quando sou convidado, mas atuo na educação com diversos públicos e faixa etárias. Isso graças aos meus professores que me apresentaram esse caminho e hoje tenho um grande orgulho de participar da formação de algumas pessoas.Deixo um abraço especial aos professores com quem tive a oportunidade de conviver... na especialização da UFMG, na graduação da FEFIS, no colegial do Zuleika, da Pacaembu (1 a 8) na CEMA, "tia Bernadete"(onde tudo começou) que saudade!
Sem citar nomes quero agradecer a cada um desses e também aos que tive contato em algum outro momento, em algum curso, acampamento, ONG’s, no MASP, em conversas formais e informais. Em todos os momentos em que surgiu a oportunidade de aprender, estudar, pensar, refletir a educação e querer sempre mais.
A todos aqueles que ajudaram e influenciaram a minha educação fora de casa (pai e mãe também são professores).

Parabéns a todos!!!
Obrigado a todos!!!

Se houver algum erro de português, desculpa “Dona Marli” estou tentando melhorar sempre!!!